Num ano inimaginável, em uma época acelerada em meio a tantas emoções fortes vivenciadas pela humanidade:, guerras, epidemias, acordos e desacordos de paz, ataques terroristas, antraz, tráfico crescente, corrupções governamentais e fraudes empresariais, tecnologias nunca antes vistas, avanços científicos de maior grandeza, veio desavisadamente para os cidadãos comuns, a COVID-19, que já matou 72M em menos de um ano, maior pandemia mundial já registrada desde a peste negra (bubônica) que matou até 200 milhões de pessoas em 4 anos (1347 a 1351-sec.XIV) na Eurásia (Europa), gripe espanhola que matou 50M em 2 anos (1918-1929). Esta levou muito de nossos amados, abrupta e sequencialmente, sem muito tempo para despedidas, perdas cercadas de mais medo com quem ficava do que com quem partia. Cadê todo mundo? Nos perguntávamos nas ruas vazias, desoladas, pois sem gente, tudo perde o sentido.

Em estado perplexo vimos portas se fecharem à nossa frente (fossem covas, empresas, negócios, sustento ou empregos). Uma reviravolta tão aterradora que mostrou que o mundo pode não apenas girar mas também capotar, nos deixando atordoados sem poder sequer agir um plano de contingência, se é que houve um algum dia que previsse um desastre social desta magnitude.

Para muitos, o que foi possível fazer, após o impacto e torpor inicial, tentando entender os porquês, foi resgatar a fé perdida, ou praticá-la pela primeira vez ao vivo e em tempo real, fosse ao pé de um leito (quem conseguiu um), ou ajudando um semelhante do bairro ou da comunidade, ou doando oração, moeda ou comida. Outros se recolheram abastecidos, se sentindo incapazes e pessoalmente despreparados para ir ver de perto, nas ruas, a real necessidade de quem precisa trabalhar para comer a cada dia e ser impedido de fazê-lo.

Entretanto, acima desta insensatez, desinformação, desencontros, desgovernos e desmandos, um sentimento de gente, característico das crises, emergiu na civilização e uniu bandeiras e países neste episódio com relatos e estatísticas oficiais mundiais de mortes (sem falar nas perdas emocionais e financeiras).

E EIS AQUI então chegamos à grande pergunta: como recuperá-las? Como refazer os pedaços que ficaram? De novo a Lei da Sobrevivência aparece e faz o humano prosseguir, se recompor, seguindo seu instinto de autopreservação. SOBREVIVEMOS, sim, mas como? Entristecidos e abatidos pelas perdas, já sabemos, mas melhores ou piores? A leitura e interpretação de cada passado é que forma o futuro mental e sentimental de cada um, que regerá todo seu comportamento dirigente na etapa vindoura, ante a novos e incertos cenários.

 

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